Sempre que tomamos conhecimento de atos de corrupção, a nossa primeira atitude é apontar os políticos como os culpados.
Usamos a classe política como um reflexo da corrupção no País, esquecendo que nem todos os políticos são corruptos e que na verdade não é uma exclusividade da classe, outros também praticam tais atos, inclusive nós que alimentamos os bastidores da política com os maus representantes.
As acusações que fazemos a classe política de modo generalizado, apenas direcionam a culpa de muitos outros que desviam recursos da previdência, do judiciário e outros mais, para uma categoria que tem seus pecados e pecadores, porém não são os únicos e nem são todos.
O difícil é nós reconhecermos, que a corrupção é um produto alimentado pela nossa indiferença política, fato este que se comprova quando fazemos de nosso voto, uma moeda de valor pessoal, onde os favores políticos são praticados sem quaisquer ato de responsabilidade social.
A corrupção não é um produto somente da política, ela se manifesta naquilo que se faz com indiferença, sem um maior interesse ou responsabilidade.
Quando votamos em candidatos que desconhecemos a sua trajetória política, ou nos deixamos levar pela antiga prática dos currais eleitorais, em que os nossos votos são negociados por terceiros, estamos sim alimentando essa fera chamada corrupção.
Muitos são os focos em que atos de corrupção são levados na brincadeira, uma forma mascarada de sermos negligentes com as nossas responsabilidades civis.
Deixar que os erros aconteçam livremente, sem cobranças ou questionamentos, facilita para que esse nosso comodismo se torne uma farta empresa de corrupção, onde poucos levam tudo e muitos pagam a conta.
Precisamos despertar para a política, valorizar os nossos ideais e exercer um papel mais atuante nas transformações de nosso País diante do mundo globalizado.
Encarar com determinação, todas as mazelas que afligem nossa sociedade exige de nós a coragem de revermos nossas atitudes e pensamentos na conscientização popular.
O grande barato da política é essa capacidade que temos de transformar um conceito que nos proporciona algo indesejado em algo novo e forte que mostre o caminho do que é certo e benéfico à sociedade.
Fazer política ou vivenciá-la é tomar para si a sua dose de responsabilidade em combater a corrupção e não permitir que a inércia nos escravize ao comodismo e a indiferença.
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