A palavra independência gera em meu ser um questionamento quase que incessante. Dúvidas e curiosidades que ao longo de tudo o que tenho vivenciado me torna incapaz de uma compreensão mais convincente.
O que seria a causa primária da independência?
Ausência de liberdade? Ausência de justiça? Ou ausência de democracia?
Seria a independência um sentimento irreal, impossível ou ilusório?
Quem sente mais a independência?
Aquele que sonha com algo ainda desconhecido de seu entendimento intelectual ou aquele que pensa estar vivendo a liberdade?
Todas estas dúvidas são causas de algumas ações já praticadas...
É muito comum sempre que nos sentimos oprimidos, (seja este sentimento compreendido ou não), que de forma natural se faça nascer o desejo de liberdade, justiça e igualdade, ainda que simbolicamente.
Ainda assim, continuo sem saber se o que sinto é verdadeiro ou tão somente uma mera ilusão...
Acreditar que independência possa ser uma ilusão fará cair por terra uma grande carga de valores que somos induzidos a acreditar como: liberdade, justiça, igualdade, democracia e outros mais...
Porém, acreditar na independência como algo real, causa-me um questionamento:
Devo eu ceder a minha independência, fragilizando assim os meus mais reais e nobres valores humanos?
A minha liberdade humana e social, deve ser submetida á vontades alheias e não a minha?
Não posso permitir que a minha independência, esse sentimento natural e legalmente reconhecido pela nossa constituição federal, me seja seqüestrado assim, sem luta e muito menos sem motivos e explicações.
Independência, meu real e valoroso sentimento, a ti o meu suor, luta e amor, motivo suficientemente legal para não deixar-te escapar.
Rosimar Feitosa Brito.
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